Apesar das informações sobre COVID-19 estarem sendo oferecidas para a população em diferentes plataformas, a comunidade dos surdos acaba ficando à margem, devido, em boa parte, ao fato de que são apresentadas ao público em língua portuguesa oral. Dos 9 milhões de pessoas com deficiência auditiva no Brasil (número do último Censo do IBGE), estima-se que a grande maioria utiliza a língua brasileira de sinais (Libras) para se comunicar. Por isso, se as redes televisivas ou os diferentes materiais audiovisuais não apresentarem a tradução para a Libras de seus conteúdos, milhões de pessoas ficam sem as informações necessárias nesse momento tão importante para todos.

Por outro lado, as plataformas digitais apresentam informações por escrito. Entretanto, a língua portuguesa nessa modalidade é considerada a segunda língua dos surdos, e a legislação garante que eles tenham acesso à informação em sua língua.

A jornalista Marie Declercq publicou uma extensa reportagem no site TAB-UOL sobre a privação que os surdos brasileiros vivenciam na sociedade brasileira, mostrando como a própria comunidade surda tem realizado uma força-tarefa na tentativa de produzir materiais e conteúdos em Libras sobre a pandemina de coronavírus voltados a essa comunidade.

A matéria completa pode ser lida em: https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2020/04/02/a-maioria-das-informacoes-sobre-a-covid-19-nao-chegam-para-os-surdos.htm?fbclid=IwAR2_W6hj5jRfqA_JwsPMv4hxyWaHcR8N1hbDvalTi1q4SDO1-VSK4e00aFA&cmpid=copiaecola

Créditos da imagem: Katemangostar no Freepik

A matéria foi toda traduzida para a Libras:

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