Autoria: Elaine Perez

Descrição da obra: Neste tempo de isolamento há sempre a possibilidade de adentrarmos o oceano da alma humana, ou seja, o nosso mundo interno. O poema foi escrito em um momento de entrada em meu mundo interno, um momento de aproximação da dimensão espiritual do meu ser, da escuta do silêncio interior que se rompe no verbo.

Expressão: Literatura.

Romper o silêncio

 

Que palavra rompe o silêncio?
Aquela que espalha ruídos e deixa todos aturdidos?
Ou a que, ao se anunciar, vai ecoando como harpa a tocar?

 

O que diz a palavra de ordem?
Que a quietude nos leva, ouvir os incômodos do coração, até que as dores se acomodem.

 

Romper o silêncio com palavras que disseminam iniquidades.
Nos carrega da pesada vestimenta da mediocridade, que pesa na balança da responsabilidade.

 

Palavras que rompem o silêncio, ou constroem ou destroem.
Para escolher, pergunte ao coração as que, ao ecoarem, não doem.
Dor que incomoda, pesa a alma, fere e, ao ferir, sente também o peso que espalma.

 

Tantas palavras já foram ditas.
Quais realmente, ao ecoarem, aliviaram as almas aflitas?

 

As carregadas de promessas finitas?
Com uma gama de verdades para calar as massas proscritas?

 

As que se denominavam favoritas e excluíam sauditas, levitas, sunitas,
israelitas, esquisitas, semitas, eruditas, eremitas, vietnamitas, senhoritas?

E tantas outras formas de eliminar, arrancar fora o que dentro de nós desdita.

Ou palavras benditas, que possibilita que reflitas e que transmitas, o que o teu coração verdadeiramente acredita.

Rompeu o silêncio.

O coração só tem uma palavra que verdadeiramente
pulsa em tudo e em todas…

                                                    Amor!

 

 

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