Autoria: Icaro.Silva.

Descrição da Obra: Amor, cultura, pandemia.

Expressão: Literatura.

 

TRANSFORMAÇÕES

Obra 1: Trata-se do isolamento, em que alguém não pode namorar por conta não só da mascara, mas pelo próprio corona, havendo uma advertência no final.

 

PAQUERAÇÃO 

 

Eu estava aqui lhe observando 

Esse amor que há no seu olhar, 

É para a minha pessoa, ou, 

Posso ter me enganado, sei lá, 

Porque vi que você me olhou, 

Mas foi de um modo querente, 

Que se não fosse esse bloqueio 

Do corona… justamente… 

 

É, beijo os seus olhos, mas,  

Não vejo a sua boca, 

Um mistério por trás de mistério, 

Soubesse que te quero, mascara que me sufoca… 

 

Estou quase sem ar, não posso lhe dizer tudo, 

Pra não dizer que sou o Batman, 

Guardemos esses tais beijos ferozes, 

O amor, como o corona, por vezes mata!

Obra 2: Trata-se da diversidade cultural, das misturas

dos povos do nordeste e de todo o Brasil.

BRASILEIROS. 

 

Seguir o ritmo duma banda 

Nem sempre é diversão, 

Que ritmo é esse?  

Que banda pode  

Alegrar a todo coração? 

E a outra banda? Sou mistura de um povo, 

Que advêm das misturas 

Doutros tantos povos misturados… 

 

Sê brasileiro. 

 Já dizia Pessoa: “Somos vários”. 

Sou branco, pardo, caboclo, escuro. 

Mas ainda vejo uma luz, 

Estou na busca duma interna arte, 

Que mostre o Quê do Ser da humanidade! 

 

Sou da z’oropa, africano, latino americano. 

Antes de se levar tais culturas, 

Pelo cano, 

Canto, isso voando fora da asa pra ver 

Tais gerações futuras… 

…Sê brasileiro, é mistura, 

Dizendo sim ou dizendo não. 

 

Como baião, danço o baião, 

Nordeste uma nação, onde o cordel encantado, 

Inspirou a criação, “Auto da Compadecida” de Ariano, 

 

Do Latim, éramos forrobodó e agora somos – e olhe lá – só forró sem bodó! 

 

Porém, por mais que se tente separar, 

O arroz do feijão, 

E a sanfona do Seu Luiz Gonzaga, 

O baião perpetuará dentro e fora do Sertão.

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